terça-feira, maio 31, 2005

JOSÉ CHETA

Estive a folhear umas revistas intituladas « Algarve Ilustrado» do início dos anos 70 do sec XX e entre muitas outra coisas interessantes vejo uma grande entrevista ao famoso e popular cantor algarvio, desses tempos, José Cheta.Há muito tempo que não ouço falar deste artista.Terá mudado de ramo? Emigrado?

FALAR ALGARVIO

No Algarve é comum ouvir-se dizer « vou à de fulano» quando se quer dizer «vou a casa de fulano». Apesar dos reparos frequentes ninguém faz caso das recomendações de correcção. Os franceses e os alemães também dizem chez moi, bei mir, sem falar em casa.

segunda-feira, maio 30, 2005

OS POETAS ÁRABES DO ALGARVE

No seu livro ''Poesia e arte dos árabes na Hispânia e na Sicília'', Adolfo Frederico Schack escreveu que na comarca de Silves dificilmente se encontraria um camponês que não possuísse o dom de improvisar (poesias) e até o ganhão que ia atrás do arado fazia versos sobre qualquer assunto.
Cito só alguns desses poetas muçulmanos notáveis:Al-Mu'tamid, IbnBadrun, Ibn Ammar, Abd Allah Ibn As-sid, Ibn Uázir, duas célebres poetisas Mariam e Xilbia, Ibn Darraj de Cacela, Abu Othman de Tavira, Ibn Hárun de Faro e Al-Cutair de Loulé.
Está por fazer a História da Cultura do Algarve.

O NÃO FRANCÊS

Diversas motivações terão estado na origem da rejeição do Tratado Constitucional da Europa. Nos outros países membros perspectivam-se atitudes semelhantes. Será porque as pessoas têm consciência que o texto constitucional não serve a Europa, serão razões internas de cada país, desfasamento em relação às questões europeias ou como diz o sociólogo Michel Maffesoll há um desacordo entre a ''inteligentzia'' e as pessoas comuns. Parece que temos mesmo que repensar a Europa, como agora soi dizer-se.

sexta-feira, maio 27, 2005

ECONOMIA DO FOGO

Há incêndios porque há uma economia do fogo. Isto dito assim,sem mais nada é grave, mas foi assim que eu li no Público. Terá sido dito por um docente da Universidade do Algarve a propósito da problemática dos fogos florestais, no Algarve, na época estival que agora se inicia.Tendo presente o peso próprio (uma expressão da Engenharia) que a Economia tem nos tempos de hoje, pouco haverá a fazer para evitar esta fatalidade.

quarta-feira, maio 25, 2005

A COISA

Alguém sabe d' a COISA?

O PAÍS RELATIVO

País engravatado todo o ano
e a assoar-se na gravata por engano.

Alexandre O'Neill

terça-feira, maio 24, 2005

HISTÓRIAS COM POETAS

De um modo geral, todos os que se debruçaram sobre a obra e a vida de Guerra Junqueiro, são unânimes em afirmar que ele é maior do que a sua obra.O seu modo de trabalhar era diferente do tradicional ; ele normalmente não se sentava à secretária para escrever. Fazia os seus versos na rua, sentado em qualquer banco de jardim, ou num mero passeio matinal, escrevendo-os a lápis num simples papel. Junqueiro era um excelente conversador, com grandes devaneios orais, considerado por muitos um génio da expressão verbal, tranformando a sua conversa numa maravilha de graça, de beleza e de vida.Conta-se que uma vez em Paris, Junqueiro passeou durante mais de uma hora com um ilustre escritor francês. Alguns dias depois foi com espanto e admiração que o nosso Poeta viu publicado no Fìgaro um artigo assinado pelo tal prosador francês onde se reproduzia textualmente a conversa que tivera. Junqueiro ironicamente terá dito:
« Eu ditei -- e ele embolsou os quinhentos francos ...»

A EXPLICAÇÃO DO SILÊNCIO

Não, não é um título de livro, nem é uma justificação mas somente um registo de uma ausência mais prolongada.Estive uns dias na Nazaré onde se falou da memória, da sua complexa relação entre o passado e o presente, dos seus contornos e limites e da falta dela ou do esquecimento. Falou-se muito de Todorov e também de Herculano. Em suma, falou-se da problemática da salvaguarda e preservação dos Centros Históricos.

quarta-feira, maio 18, 2005

JOÃO DE DEUS ILUSTRADOR

Juro por Apolo, o físico, e Esculápio, e Higeia, e Panaceia, e por todos os deuses e deusas que desconhecia completamente a faceta de ilustrador de João de Deus, o imortal autor do «Campo de Flores» e da «Cartilha Maternal» . Parece que só desenhava em guardanapos, jornais, toalhas de mesa e outros materiais afins. Já me tinham dito que tinham sido encontrados poemas seus escritos nas paredes de casas, agora desenhos e ainda por cima de grande qualidade artística,sinceramente não sabia. Quem quiser confirmar vá à Biblioteca de Loulé, estão lá expostos.

domingo, maio 15, 2005

O NASCIMENTO DE GAGO COUTINHO

Há enigmas na História que nunca se chegam verdadeiramente a esclarecer. Apesar de se tratar apenas de um pormenor biográfico do herói nacional da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, o que é certo é que ainda não há certeza sobre o local onde nasceu Gago Coutinho. Terá sido em Faro? Em Alportel ?Ou em Lisboa (Belém), como consta da certidão de nascimento, feita quatro meses depois? A resposta não é fácil e há argumentos fortes que indicam que ele nasceu em Faro, contestando a veracidade do relato da certidão de nascimento.

sábado, maio 14, 2005

O POETA SILVA VAREJOTA

Quem me falava muito do Poeta Silva Varejota (1865 - 1905) era o Prof. Manuel Gomes Guerreiro, primeiro Reitor da Universidade do Algarve, Secretário de Estado do Ambiente de um dos primeiros governos constitucionais, um homem de uma vasta sabedoria e um amante da poesia (era rara a conferência, ou publicação em que não citasse um poeta). Silva Varejota era dos Funchais, Tôr, Concelho de Loulé, sabia ler e escrever, vivia do amanho da terra e foi poeta afamado e de grande talento. No final dos anos 50 do século passado, outro professor, o Prof Manuel Viegas Guerreiro andou a tentar recolher poemas seus,mas só conseguiu recolher três «quadras», entendendo-se aqui por quadra um mote de quatro versos, desenvolvido em quatro décimas, que repetem no último verso cada um dos versos do mote. Eu consegui recolher mais uma «quadra» e alguns elementos biográficos do Poeta.Vejamos uma amostra:
Eu na terra fui nascido,
E eu na terra fui criado,
A terra me há-de comer
Depois de ser sepultado.
.....
A terra é a minha mãe,
Não no posso duvidar,
E para esta me criar
Tudo da terra me vem.
Eu à terra quero bem,
A terra bem me tem querido,
Eu na terra tenho vivido
E na terra é que hei-de ter fim,
Sei que a terra que é assim,
Eu na terra fui nascido.
.....
Eu na terra é que semeio
De todo o meu alimento,
Da terra tiro o sustento
E eu na terra é que passeio;
Da própria terra me veio
Água p'ra ser baptizado,
A mesma terra me tem dado
Tudo quanto me é preciso,
Tenho pena, se a terra piso,
E eu na terra fui criado.
.....
Deus à terra me mandou
Com o uso da razão,
A terra me deu pão
E o pão é que me criou;
Ao dispor da terra estou,
Visto na terra viver;
A terra me há-de valer
Enquanto nela for vivendo
E, depois, quando morrendo,
A terra me há-de comer.
.....
O corpo da criatura
É só da terra e nada mais,
Os nossos restos mortais
Estão sujeitos à sepultura;
Isto é a verdade pura,
Tudo na terra é criado,
Depois torna ao mesmo estado,
Visto na terra viver,
E a terra me há-de comer
Depois de ser sepultado.

PALAVRAS

Saussure dizia que as palavras são moedas que trocamos por ideias. Sózinhas não interessam. Só dentro do sistema.Não valem como unidades em si, tanto mais que não se lhes vêem bem os limites, sendo a língua, como é oscilatória.

quarta-feira, maio 11, 2005

CHUVA

Os meteorologistas anunciam chuva e céu muito nebulado para todo o País. Será que é desta ?

ERROS HISTÓRICOS

Há um conjunto de investigadores na área das ciências sociais que têm uma capacidade de imaginação incrível e um espírito policial invejável a qualquer Polícia de Estado moderno. Perante um pequeno indício, um breve rumor ou uma leve suspeita elaboram longas teses, de argumento complexo, de consistência muito duvidosa mas na maior parte das vezes bem elaborada. É por estas e outras que os nossos livros estão cheios de erros históricos. E a facilidade com que eles se propagam ...

SAFARDANA

No princípio do sec xx era frequente nos bailaricos, um pouco por todo o Algarve, ouvir um ou outro mandador dizer:
Vá adiante, segue, segue,
O lagarto mais a lebre,
Foram bailhar à Jordana,
O lagarto de casaco
E a lebre de «safardana».
Na Rússia havia uma espécie de bata que se chamava «sarafan» e aqui no Algarve havia uma peça de vestuário que se chamava safardana. A semelhança entre os vocábulos é evidente. Será que existe algum relação etimológica?

segunda-feira, maio 09, 2005

Jean Monnet (1888 - 1979)

« Nada é possível sem os homens, nada é duradouro sem as instituições»

DIA DA EUROPA

No dia 9 de Maio de 1950, Robert Schuman e Jean Monnet devem ter erguido as suas taças de champanhe pelo acolhimento dos seus planos. A Alemanha disse sim e logo de seguida, mais quatro parceiros. Um novo modelo de cooperação, em torno do carvão e do aço, nascia para evitar erros do passado e para pôr fim a traumatismos profundos das guerras recentes travadas na Europa.Foi o embrião da União Europeia, hoje mais ampla e com objectivos mais ambiciosos. Há nuvens escuras sobre a construção europeia, no momento em que se fala de novos alargamentos e da instituição de uma Constituição Europeia. É preciso criar uma consciência de cidadania europeia.Penso que os cidadãos estão alheadas da Europa, não se identificam muito com ela. Para isso é que existe o Dia de hoje.

domingo, maio 08, 2005

O FIM DA GUERRA

Há sessenta anos as pessoas do mundo inteiro acordavam d'um pesadelo que infelizmente se viria a confirmar como os maiores horrores da história da humanidade. 50 milhões de vidas ceifadas, entre elas 6 milhões de judeus e 500 mil ciganos por métodos bárbaros, destruição massissa e criminosa, territórios arruinados e gente abalada. Foi só há seis décadas! Como é que isto foi possível? Quando ainda havia memória recente de uma desgraça do género.Um povo em histeria colectiva, hipnotizado, por um bando de loucos, capitaneados por um Führer demente. Que a bandeira da Liberdade nunca mais seja arreada da Europa e se estenda a outras partes do Mundo onde grassa a discórdia e o desentendimento entre os povos.

BARLAVENTO ONLINE

Aos poucos a nossa imprensa regional vai-se modernizando, melhorando a qualidade informativa e de conteúdos genéricos, apresentação gráfica mais atraente e n'alguns casos, poucos, tirando partido das novas tecnologias de informação.Foi o que aconteceu ontem com o Barlavento online.
Por agora foi só a apresentação do projecto, os leitores só d'aqui mais uns dias é que terão acesso. As minhas felicitações para toda equipa do Barvalento, na pessoa do seu director, o meu amigo Hélder Nunes, no momento em que assinalam trinta anos de vida do jornal e quando o Barómetro Marktest/Estudo Bareme Imprensa Regional 2004/2005 revela que o Barlavento é o jornal regional mais lido no Algarve . Não tenho dúvidas em admitir que o Barlavento é um dos jornais de referência na região e um marco na informação algarvia.

PARABÉNS AO CNC

O Centro Nacional de Cultura (CNC) está a comemorar sessenta anos de existência.Os meus parabéns para esta instituição de cultura, diálogo e cidadania que eu conheci bem nos anos oitenta, onde colaborei com aHelena Vaz da Silva, de quem guardo gratas recordações, participando em cursos , exposições, visitas guiadas e sobretudo descobrindo Lisboa com outros olhos que sozinho, tenho de reconhecer, certamente me passaria ao lado.

sexta-feira, maio 06, 2005

O IMPACTO DOS BLOGUES

« O que é importante não é o Abrupto, mas o José Pacheco Pereira» dito por Daniel Oliveira (Barnabé).

A pretexto do segundo aniversário do Abrupto do Pacheco Pereira, o Público traz hoje um trabalho de Patrícia Vieira Ferreira , onde analisa o impacto dos blogues no debate político.Recolheu vários depoimentos de Bloguistas famosos e as opiniões são, como não podiam deixar de ser, diversas.

O FIM DE HITLER

Hoje foi feriado municipal em Loulé ( Quinta feira da Ascenção). Et pour cause fui ao cinema com a família. Fomos ver « A Queda - Hitler e o fim do Terceiro Reich». É, na minha modesta opinião, um filme extraordinário e d'aquilo que conheço de Hitler e da dimensão apocalíptica da II guerra mundial, tenho que concordar com Jorge Leitão Ramos que escreveu há dias no Expresso que este Hitler , interpretado brilhantemente ( acho eu) por Bruno Ganz, é minuciosamente desenhado, num cansaço desesperado que se torna tocante e tenso, sensível e ascoroso, o corpo de que o líder nazi precisava para se fazer homem e habitar entre nós.

VITÓRIAS

Blair ganha as eleições no Reino Unido (terceiro mandato histórico) e o Sporting é apurado para a final da taça UEFA, num jogo emocionante ( qualificação épica).

quarta-feira, maio 04, 2005

O ALGARVIO E O SEU ESPÍRITO CRÍTICO

Guerreiro Murta conta nas suas Evocações que no seu tempo de estudante (princípio do sec XX ) havia uma alfaiataria elegante onde meia dúzia de clientes todas as noites diziam mal de tudo e de todos, mesmo deles próprios, à medida que iam saindo. Era um clube de maledicência em que o dono encerrava as suas portas mirando-se no espelho, e exclamando diante da sua imagem : «Também não és lá muito boa rolha ! ».

ENTÃO VAMOS LÁ À QUESTÃO DOS LIVROS

Em reposta ao desfio do Hélder e em estrita obediência a Zeus, vamos ao que interessa.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro querias ser?
Hesitei entre o Épico de Camões « Os Lusíadas » e a «Mensagem » de Fernando Pessoa. Optei por esta última obra porque é mais fácil de memorizar.
Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?
Não é muito o meu estilo, no entanto admito que logo a seguir à escola primária tinha um fraquinho pelo Major Alvega, embora também gostasse do Búfalo Bill, do Texas Jack,do Tarzan e mais alguns personagens famosos que entretanto desapareceram da minha convivência. Acho até que foi o Major que me influenciou a ir tirar o curso de Piloto Aviador, para o qual não tinha a mínima vocação.
Qual foi o último livro que compraste ?
Primeiro, um desabafo : gasto um dinheirão em livros. Digo os últimos três porque foram comprados mais ou menos na mesma altura:«Cartas de Portugal de Costigan (1778 -1779 )», «Portugal - A Côrte e o país nos anos de 1765 a 1767» de José Gorani, estes dois num alfarrabista, e «Crónicas Militares e Políticas da II Guerra Mundial» de Humberto Delgado.
Qual foi o último(s) livro(s) que leste ?
Segundo desabafo : leio sempre muitos livros ao mesmo tempo. Li «o baile do turismo - turismo e propaganda no estado novo» de Ema Claúdia Pires, «O Enigma de Zulmira» de Vasco Graça Moura, uma série de obras sobre Memórias da gente do teatro, porque precisei, (Recordações do teatro de Sousa Bastos(1947),Memórias de Chaby (1938), À lareira do passado de Eduardo Schwalbach (1944) e outo sobre a actriz Angela Pinto (1860-1925), para não falar de revistas e folhetos).
Que livro estás a ler?
Tendo presente o desabafo anterior, ando a ler« Memória das minhas putas tristes» do Gabriel Garcia Márquez ( não estou a achar nada de especial), ando a consultar livros sobre a segunda guerra mundial porque estou a preparar um curso livre sobre « O Algarve no contexto da II Guerra mundial» para além de ter de preparar o tema do Racionamento, ando a consultar documentação sobre as Campanhas de dinamização porque tenho um compromisso com o Hélder Raimundo e a recolher bibliografia sobre o Terramoto de 1755 no Algarve ( vai fazer 250 anos) .
Que livros levarias para uma ilha deserta?
A obra completa de Manuel Teixeira Gomes de que tenho muitas primeiras edições, para ler e reler e certamente aumentar as minhas saudades do Algarve.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Esta parte é a mais complicada porque sou um iniciado na matéria, não conheço pessoalmente a maioria das pessoas que andam, como eu nesta vida, e por outro lado não domino as potencialidades da informática. Vou indicar as pessoas, citando os blogs naturalmente, que eu com regularidade visito, na esperança de que elas eventualmente leiam este meu desafio. Em primeiro lugar a Folha d'Alte (aliás devo dizer que já consultei na sua totalidade a Folha de Alte, a antiga, do Graça Mira), o Faroeste ( penso que será de Faro) e o Algarve 1 , que julgo ser escrito por jovens de Loulé ( avance o que estiver de serviço).



O GRITO QUEIMADO

A falta de respeito e sensibilidade pelos valores patrimoniais existe, infelizmente, em todas as latitudes. Segundo notícias recentes na imprensa noruegueza os famosos quadros de Edvard Munch, O Grito e a Madonna, roubados em 22 de Agosto do Museu do artista em plena luz o dia, terão sido queimados pelos ladrões. Segundo o diário Dagbladet, publicado no passado dia 29/4, e citando fontes do mundo criminal norueguês, as razões para este crime, teriam a ver com a eliminação das provas incriminatórias. A polícia de Oslo já reagiu negando os factos, mas o que é certo é que os quadros continuam desaparecidos, apesar de serem mundialmente famosos, principalmente o Grito (1893) que mostra um homem desfigurado, representando a angústia existencial do ser humano.

terça-feira, maio 03, 2005

ANGÚSTIAS DE FIM DE SEMANA

Três dias sem internet é verdadeiramente angustiante. Será vício ? Dependência? Quiçá ...
O fim de semana foi pródigo em acontecimentos que gostaria de ter comentado, no entanto, apesar de alguns deles já terem perdido actualidade, vou apenas enumerar sumariamente os que considero mais relevantes.
Faro 2005- Parece que começou oficialmente, embora pouca gente tenha dado por isso. De uma forma tímida e envergonhada julgo que o evento serviu mais para cumprir calendário do que iniciar um Programa ( que ainda ninguém conhece). Receio que esta iniciativa teoricamente louvável à partida, não deixe marcas positivas nem raízes na Região, e seja mais uma oportunidade perdida.
Dia do Trabalhador - Milhares de pessoas sairam à rua em todo o mundo. Manifestações um pouco por todo o lado. Reivindicações, Apelos, Palavras de ordem. Em suma : melhores condições de vida , sobretudo para os mais desfavorecidos. E, sempre que isto acontece, o mundo pula e avança, como diria o Poeta.
Dia da Mãe - Não sou um adepto militante dos Dias de ( ... ). Acho que não fazem grande sentido, a não ser na perspectiva comercial de que aliás, devo reconhecer, existem excelentes campanhas de marketing, capazes de convencer os menos vulneráveis.Não obstante ser um chavão: Dia da Mãe é todos os dias.
Gostaria de falar dos Pic-nics no campo (também lá estive), do Motocross da Cortelha, das festas do 1º de Maio em Alte, do atacar o Maio na minha infância, do D. Quixote etc. etc. Fica para outra altura.