terça-feira, junho 14, 2005

ESTÓRIAS DO ALGARVE (2)

Esta estória passou-se com um amigo meu que é arquitecto, há cerca de dez anos.Um dia estava a chegar a Faro e no sítio onde se muda de direcção no sentido da rua do Refúgio Aboim Ascensão (não sei como é que se chama a rua), onde existe uma balança de pesar viaturas, parou para dar prioridade a quem vem de frente. Nisto, apercebeu-se pelo espelho retrovisor que se aproximava um carro que pela velocidade que trazia iria certamente contra ele. Assim aconteceu. O meu amigo saiu do carro e deparou um velhote, com ar doentio e bastante combalido que lhe pediu mil uma desculpas, argumentando que há vários dias estava de cama e que era o primeiro dia que saía de carro e nem a carteira tinha com ele, mas assumia a culpa.O meu amigo chamou a polícia para tomar conta da ocorrência e ficou de ir a casa do senhor que morava em S.João da Venda para recolher uns elementos que faltavam.No dia seguinte lá foi tratar dos assuntos e quando perguntou umas pessoas do local onde morava o fulano de tal, depois de ter explicado quem se tratava e o que acontecera, recebeu a seguinte resposta: «Se quer estar com fulano de tal vá à igreja pois está neste momento a decorrer o seu velório». O homem tinha morrido nessa noite.

1 Comments:

At 8:18 da tarde, Blogger JG. said...

A balança ficava junto do antigo posto da PVT (Polícia de Viação e Trânsito), antecessora da Brigada de Trânsito da GNR.

Salvo erro, a toponímia farense atribui-lhe o nome de Largo Luís de Camões...

 

Enviar um comentário

<< Home