segunda-feira, junho 06, 2005

A SEDE DO SILÊNCIO

A sede do silêncio é um fruto do silêncio.A sede da palavra nasce da palavra que nasce do silêncio. A necessidade do silêncio é uma necessidade da palavra que (não) se perde na palavra.Distância, deserto, de árvore em árvore, a eterna sede, a sede do eterno, da frugal trasparência do efémero.Terra, toda a distância da terra em cada sílaba, em cada vocábulo sem água. A página é deserto e caminho errante, obstinado. O horizonte do deserto anula a miragem, nega o imaginário. A sede da página é sede da ausência e sede da palavra do horizonte. A ausência é a segunda dimensão do dia , o outro lábio da terra, a verdadeira voz do vocábulo.

Casimiro de Brito

3 Comments:

At 2:33 da tarde, Blogger Pecaaas said...

Obr pelos comentários no "Faro este"! Também eu andei no colégio da D. Arlinda, presumo que foi muito antes de ti!Desculpe tratar por tu mas acho que "neste barco" pode ser assim!já agora só para dizer que conheço também casimiro de brito. Fpo bancário aqui em Faro e foi quando o conheci!

 
At 11:31 da tarde, Blogger LG said...

Quanto ao tratamento por tu, Não há problema antes pelo contrário dá um ar mais informal ás coisas, ainda por cima quando partilhamos estórias de loulé. Força!

 
At 12:56 da manhã, Blogger HFR said...

Fico contente por ver (e ler) Casimiro aqui.

 

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